mi ricordo di lei.
implacabile e vinta
per sempre irruente
malata sporca nociva
tesoro che mi ricordi cosa era sogno
cosa era vita cosa era distanza
vorrei sentirla navigare volare respirare
come mi capitava allora..
e poi sento un odore.. che e' un odore di tutto
un odore di nulla
e la vedo..
la vedo sorridere
la vedo vagare
come se non avesse mai smesso
la vedo tra la gente
e' come se fosse ovunque..
e' tutta sparsa in giro nelle cose..
e anche sulla mia pelle
ora che hai gli occhi piu' lucidi
posso anche dirti che l'amo
che l'amo anche da qui
Vê como são as coisas, punhal amigo. Tu e eu somos tão frios. Tu cortante no teu mal infindável, Eu maligna na minha cortante solidão.
Não sei mais como continuar. A caminhada parece ser tão obscura e sem sentido. Qual o motivo de viver? Porque continuar num mundo tão insano?
Será que a paz de um inviolável túmulo não é melhor? Talvez os mortos não se contorçam nas suas tumbas gélidas e esquecidas Ao ver a que ponto chega a crueldade humana.
Não me negues o fogo, punhal querido. Tu e eu sabemos muito bem qual será o teu fim E por consequência o meu.
Agora, conforme as trevas envolvem mais o meu ser; Agora, conforme a noite se aproxima; Agora, que criei coragem, não me decepciones, meu fiel amigo.
Se antes eram cortes supérfluos, Estúpidos e inocentes Finalmente será a ferida tão sonhada e planejada, Aquela profunda e hemorrágica.
Entretanto profundo é o meu sofrimento. Sofrer não tem fim é como uma chaga, A dominar um coração aflito, A apoderarem-se de mim dia após dia.
Cansei-me desta vida, cansei-me de tudo. Não sou forte o suficiente para erguer a cabeça E continuar como se não tivesse apanhada. E chove lá fora, meu querido. E que chova mais para que assim as águas Lavem o sangue que escorre por minhas faces.
Que chova tanto quanto eu choro, Choro lágrimas tão salgadas e amargas E por dentro choro sangue vermelho e adocicado.
Porque o afastei de mim? Porque o deixei partir?
Oh, punhal sagrado, Chega de me lamentar Vamos logo à encenação do nosso teatro de vampiros. Eu serei a tua rainha.
Vamos, crava a tua lâmina de salvação no meu peito. Liberta-me deste mundo, Liberta-me deste sofrimento Principalmente liberta-me de mim mesma.
Cravai bem fundo e cria ferrugem Faz-me morrer. Ah!!! Como...é doce...o sabor...da...liberdade...